Maio Roxo 2022: é hora de falar de doenças inflamatórias

24 maio, 2022 | Eventos e Campanhas

O Maio Roxo é um mês dedicado a várias doenças inflamatórias, entre elas o lúpus eritematoso sistêmico (LES) e as doenças inflamatórias intestinais (DIIs). Essas doenças, consideradas crônicas, têm uma alta capacidade de progressão para perda de mobilidade e desenvolvimento de deficiências quando não diagnosticadas precocemente e tratadas no tempo certo. Por isso, mundialmente, o Maio Roxo busca conscientizar a população sobre essas enfermidades. É fundamental que as pessoas conheçam os sintomas para que possam identificar de forma rápida as doenças e tenham uma melhor qualidade de vida.

Maio Roxo conscientiza população sobre Doenças Infamatórias Intestinais

As doenças inflamatórias intestinais, muitas vezes silenciosas, podem ser leves, moderadas ou evoluir para casos severos, levando inclusive à morte. Por isso, durante o Maio Roxo, o dia 19 é, exclusivamente, dedicado às DIIs.

Os sintomas mais comuns das doenças inflamatórias intestinais são: dor abdominal, diarreia, perda de peso e sangramento retal. Embora as DIIs sejam crônicas, ou seja, não têm cura, atualmente existem tratamentos eficazes que permitem que os pacientes portadores das doenças intestinais tenham uma vida com qualidade e produtiva.

Conforme dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), o Brasil tem registrado aumento significativo no número de casos nos últimos anos. Mundialmente, estima-se que a prevalência de doenças inflamatórias intestinais gire em torno de 316 para cada 100.000 habitantes.

Diagnóstico – Segundo o diretor técnico do Laboratório Lustosa, Adriano Basques, os sintomas das DIIs não são específicos e característicos, o que pode confundir o paciente com outros problemas de saúde. Por isso, alerta ele, a intervenção precoce é essencial, sendo recomendados exames complementares para uma boa condução médica além da avaliação clínica do paciente.

Exames complementares não invasivos, como a calprotectina, com diretriz de utilização aplicada ao diagnóstico e ao monitoramento, beneficiam o paciente e aumentam o engajamento e o controle da doença. De acordo com Adriano, é indicada ainda a colonoscopia, considerada padrão ouro para o diagnóstico, que avalia a gravidade, extensão e distribuição da doença, junto ao exame histopatológico, que permite a diferenciação entre a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. “Porém, estes são exames invasivos, que trazem grande desconforto ao paciente e não podem ser utilizados de forma frequente como marcadores da inflamação”, pontua Basques.

O Lustosa oferece ainda outra possibilidade de diagnóstico. Trata-se da investigação de painéis genéticos para doenças inflamatórias intestinais. “É uma complementação não invasiva à investigação clínica, pois pode ser realizada a partir de uma amostra de sangue do indivíduo ou família em investigação”, explica o diretor do laboratório.

Basques ressalta ainda que fatores genéticos e ambientais, entre outros, podem estar associados ao surgimento da doença de Crohn. Investigando genes como o NOD2, por exemplo, é possível verificar se há suscetibilidade à doença.

Doenças intestinais mais comuns – Os dois tipos mais conhecidos de doença inflamatória intestinal são a Síndrome de Crohn e a Retocolite Ulcerativa (Colite Ulcerativa). Embora tenham sintomas similares, são enfermidades distintas. De acordo com a Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn, a primeira afeta todo o trato digestivo (desde a boca até o ânus), sendo mais prevalente no intestino delegado, colón e região perianal. Habitualmente, provoca diarreia, cólica abdominal e sangramento retal, podendo ocorrer perda de apetite e de peso.

Já a Colite Ulcerativa é uma doença inflamatória do cólon, intestino grosso, que se caracteriza por inflamação e ulceração da camada mais superficial do colón. Os sintomas mais comuns incluem também diarreia, muito frequente com sangramento retal, e, às vezes, dor abdominal. Vale ressaltar ainda, conforme a ABCD, que as doenças podem trazer outras manifestações, além do intestino, como inflamação nos olhos, artrite, tromboses, hepatites e feridas na pele, entre outras.

Tratamentos – Dependendo da gravidade e da localização da doença, após avaliação médica, existem diversas opções de tratamento. É essencial, no entanto, que o tratamento seja prescrito pelo médico, que vai avaliar caso a caso e indicar a medicamentação mais apropriada.

Para ter uma vida com qualidade, é indicada ainda uma dieta balanceada, orientada por uma equipe de médicos e nutricionistas. Bons hábitos alimentares, conforme os estágios das doenças, ajudam a prevenir o agravamento dos casos ou a remissão em pacientes já controlados.

Maio Roxo traz alerta sobre o Lúpus

Mês inteiramente dedicado às doenças inflamatórias, o Maio Roxo também traz o alerta para uma doença autoimune grave e muitas vezes silenciosa: o Lúpus, cujo dia mundial é celebrado em 10 de maio. Atualmente, a enfermidade atinge aproximadamente 5 milhões de pessoas em todo o planeta. No Brasil, mais de 150 mil novos casos surgem todos os anos, conforme informações da Lupus Foundation of America.

Também de difícil diagnóstico e sem uma causa específica, o Lúpus é uma doença inflamatória crônica autoimune – quando as células do sistema imune atacam o próprio corpo. Ele pode se apresentar de duas formas diferentes: cutâneo, caracterizado pelas manchas na pele, e sistêmico (Lúpus eritematoso sistêmico), que pode acometer diferentes órgãos.

Segundo a supervisora em Imunologia do Laboratório Lustosa, Graziele Negreiros, o Lúpus ocorre, principalmente, em mulheres e pode causar diversos sintomas. Os mais comuns são manchas na pele (principalmente em locais expostos ao sol), dores articulares e anemia.Graziele destaca que existem diversos exames laboratoriais que auxiliam no diagnóstico da doença. “Alguns testes identificam autoanticorpos, sendo o FAN (Fator Antinuclear) o mais comum, utilizado como triagem, e pode indicar ao médico qual possível autoanticorpo o paciente possui.

A identificação correta do autoanticorpo é importante para conduta terapêutica e acompanhamento da evolução da doença” explica. Contudo, acrescenta ela, é importante lembrar que nenhum exame isolado permite o diagnóstico de doença. “O diagnóstico é multifatorial e deve reunir exames e principalmente a apresentação clínica do paciente”, complementa.

Causas – O Lúpus, assim como diversas doenças autoimunes, não tem uma causa única definida. “A ocorrência da doença é multifatorial, como infecções prévias e outros fatores ambientais. Porém, um grupo de pesquisa no Reino Unido demonstrou que mutações no gene TLR7 foram associadas ao desenvolvimento da doença. Além disso, já foi demonstrado que a via TLR7 está hiper ativada no Lúpus e outras doenças autoimunes. Essa descoberta abre novos caminhos para estudos voltados para tratamentos mais específicos e eficazes”, informa a supervisora do Lustosa.

Gravidez – Uma dúvida muito comum sobre o Lúpus é se as pacientes podem engravidar. A resposta é sim. Segundo Graziele Negreiros, as mulheres com lúpus, em sua grande maioria, têm sua fertilidade preservada e podem engravidar assim como qualquer outra mulher saudável. Ela ressalta, contudo, que é indicado que a paciente não esteja na fase ativa da doença e ainda que a gravidez seja planejada e acompanhada pelo reumatologista e obstetra.

Outra dúvida comum envolvendo a maternidade é: a doença é transmitida para o bebê? Graziele Negreiro esclarece que a doença não é considerada contagiosa, ou seja, o Lúpus não é transmissível de uma pessoa para outra. “Mas, durante a gestação, é preciso dizer ao obstetra quais são os medicamentos utilizados pela paciente para que se possa optar por um medicamento que não cause danos ao bebê. É importante também que a mulher não interrompa o tratamento evitando a evolução da doença”, ressalta.
A supervisora esclarece ainda sobre o lúpus neonatal. “É acarretado pela transferência dos autoanticorpos da mãe para o bebê. Mas isso não quer dizer que o bebê adquiriu a doença da mãe e os sintomas podem desaparecer após alguns meses, quando ocorrer a eliminação dos anticorpos do organismo do bebê. Por isso, o acompanhamento médico é tão importante para mãe e para o bebê”, explica.

Sintomas – Conforme a Sociedade Brasileira de Reumatologia, os sintomas são diversos e podem variar de acordo com a fase ou remissão da doença. São comuns cansaço, desânimo, febre baixa perda de apetite. As manifestações podem ocorrer devido à inflamação na pele, articulações (juntas), rins, nervos, cérebro e membranas que recobrem o pulmão (pleura) e o coração (pericárdio). A queda de cabelo é muito comum e indica que a doença está na sua fase ativa.

Tratamento – O tratamento do lúpus tem o objetivo de proporcionar melhor qualidade de vida controle dos sintomas e das crises, pois a doença não tem cura. Para o efetivo controle do Lúpus são utilizados tratamentos medicamentosos associados a dieta específica e proteção contra o sol.

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