Exames de rotina e orientação médica podem contribuir para amenizar sequelas pós COVID-19

29 jul, 2022 | COVID-19, Exames

Acompanhamento pós Covid-19 ajuda a identificar doenças graves como comprometimento cardíaco, insuficiência renal, anemia, entre outras

Queda de cabelo, falta de ar, fraqueza, fadiga, alteração nos rins, dificuldades de concentração, lapsos de memória e até problemas cardíacos, entre outros, são alguns dos sintomas que podem acometer pacientes que tiveram COVID-19, independentemente da idade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são aproximadamente 50 sintomas que caracterizam a chamada “COVID longa”. Para amenizar a situação e evitar sequelas mais graves, a OMS e especialistas alertam que é fundamental intensificar os cuidados com a saúde.

Além de buscar orientação médica, é fundamental retomar os exames clínicos, recomenda o diretor técnico do Laboratório Lustosa, Adriano Basques. “O pós COVID pode deixar muitas sequelas, algumas graves, daí ser essencial que os pacientes façam todos os exames preventivos. Eles podem, por exemplo, detectar algum comprometimento cardíaco, insuficiência renal, anemia e baixa na função imunológica, dentre outros”, detalha.

Adriano orienta sobre a realização de, pelo menos, dezessete exames básicos, mas extremamente importantes para o enfrentamento dos sintomas duradouros da COVID19. Entre eles, o de creatinina e ureia. “Embora o acometimento respiratório seja a principal característica da COVID-19, há também o envolvimento de outros órgãos, incluindo os rins. A insuficiência renal aguda pode ocorrer nos pacientes com COVID-19, e a alteração da função renal pode persistir, mesmo após a resolução do quadro agudo”, explica.

Igualmente importantes são os exames de Troponina e Hemograma. O primeiro avalia possíveis lesões miocárdicas (no coração), especialmente miocardite, nos indivíduos acometidos pela doença. Já o segundo é utilizado para averiguar as células do sangue. “Durante a COVID-19, várias alterações ocorrem devido à infecção viral. A anemia pode persistir, mesmo após a resolução do quadro agudo, por consumo e/ou por lesão direta das hemácias pelo vírus”, acrescenta.

Além dos problemas já citados, podem aparecer dores nas articulações, anosmia e ageusia, por exemplo. Doenças como acidente vascular cerebral e diabetes mellitus também estiveram presentes em estudo recente da revista Nature.

Outros sintomas foram relacionados à doença pulmonar (tosse, desconforto no peito, capacidade de difusão pulmonar reduzida, apneia do sono e fibrose pulmonar), cardiovascular (arritmias, miocardite) e neurológica (demência, depressão, ansiedade, transtorno de atenção, transtorno obsessivo-compulsivo). Surgiram ainda sintomas inespecíficos, como zumbido e suor noturno.

O diretor técnico do Lustosa ressalta a importância de pacientes com histórico de COVID-19 informarem, na hora da avaliação médica, os sintomas que estão sentindo para que o médico possa identificá-los e interromper a progressão deles no longo prazo, minimizando o risco de efeitos crônicos da doença e ajudando no restabelecimento da saúde.

O estudo da Nature não estabelece como sexo, gênero, idade, etnia, condições de saúde subjacentes, status vacinal e carga viral ou progressão de COVID-19 podem influenciar no risco de desenvolver efeitos de longo prazo.

Saúde do Coração no Pós COVID-19

Entre as sequelas deixadas pelo COVID-19, estão problemas com o coração. Por isso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), recomenda que os pacientes acometidos pela doença mantenham o acompanhamento médico e fiquem complicações futuras, pois o coronavírus pode afetar qualquer estrutura do coração, causando inflamação e trombose nos vasos e tecidos.

Pós COVID-19 – Riscos para Crianças e Adolescentes

Embora as condições pós COVID-19 pareçam ser menores em crianças e adolescentes, Adriano Basques chama atenção para os efeitos duradouros da doença também nessas faixas etárias. “Estudos relataram sintomas de longo prazo em crianças com COVID-19 leve e grave, incluindo aquelas que anteriormente apresentavam síndrome inflamatória multissistêmica”, pontua.

Semelhante aos observados em adultos, os sintomas relatados mais comuns foram cansaço ou fadiga, dor de cabeça, dificuldade para dormir (insônia), dificuldade de concentração, dores musculares e articulares, e tosse”, detalha.

Para Basques, é importante dar uma atenção especial às crianças, já que, muitas vezes, elas podem ter dificuldade de descrever os problemas que estão enfrentando. Isso vale inclusive para o desempenho escolar. “Se seu filho tiver uma condição pós-covid que afete sua capacidade de frequentar a escola, concluir os trabalhos ou realizar suas atividades habituais, pode ser útil discutir com a escola possíveis ajustes, como tempo extra nos testes, períodos de descanso programados ao longo do dia ou um horário de aula modificado”, alerta.

 

Quais exames fazer após se recuperar da COVID-19?

Abaixo, segue lista dos principais exames que pode ser realizados no acompanhamento pós COVID-19:

1. Creatinina

2. Ureia

3. VHS

4. Glicose de jejum

5. HbA1C

6. Hemograma

7. Ferro

8. Proteína C reativa

9. Proteínas totais e frações

10. TGO

11. TGP

12. GGT

13. LDH

14. Ferritina

15. Troponina

16. Vitamina D

17. NT-próBNP

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