Dor de cabeça: nem sempre é tão simples quanto parece.

"Alguém tem um remédio para dor de cabeça?”. A pergunta corriqueira no dia-a-dia esconde um perigoso hábito: o da automedicação. Tomar analgésicos constantemente para aliviar a dor sem buscar o tratamento adequado pode camuflar e agravar os reais motivos da cefaleia e até mesmo levar à dor de cabeça crônica.

A dor de cabeça comum ou cefaleia deve ser diferenciada da enxaqueca. Existem muitas causas para a dor, e a enxaqueca é apenas uma delas. Sinusite, meningite, gripe, aneurisma, crise de pressão alta, tumor cerebral e distúrbios circulatórios ou metabólicos, por exemplo, podem também ser a causa de cefaleias constantes.

A enxaqueca é o tipo mais complicado de diagnosticar, pois não depende de exames, mas da conversa que o médico tem com o paciente durante a consulta. Quanto mais detalhada for essa entrevista, maior a possibilidade de um bom diagnóstico. A maioria das outras cefaleias são sintomas de alguma doença. Uma vez diagnosticado e tratado esse outro problema, a dor, que era sintoma, desaparece. Já na enxaqueca, a cefaleia não é sintoma de nenhuma doença. Ela é a própria doença.

As cefaleias atingem 90% da população mundial e são um mal de fundo genético, que se manifesta por episódios repetidos de dor de cabeça e outros sintomas relacionados, como náusea, vômitos e intolerância à luz. Geralmente, são mais frequente entre mulheres de 19 a 49 anos. Isso pode ser explicado pelo ciclo reprodutivo feminino, que deixa o cérebro mais vulnerável e, portanto, mais propenso à dor.

O primeiro passo para tratar a cefaleia é procurar um médico e relatar o histórico das dores: quantas vezes aparece no dia, quanto tempo duram as crises, qual a intensidade e o local. Toda dor de cabeça tem uma causa e só o médico pode diagnosticar com exatidão a melhor forma de se tratar. Há dois tipos de tratamentos: o de crises, para quando a dor está presente, que é feito com medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios; e o profilático, que tem ação preventiva. Este último pode durar de 2 a 5 anos e é utilizado em casos de dores mais fortes.

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