Um bom prato de camarão, uma porção de amendoim ou um copo de leite. Determinados alimentos, a princípio inofensivos, podem desencadear uma série de reações alérgicas em algumas pessoas. Isso se explica pelo fato do organismo identificar parte de certos alimentos como substância estranha ou ameaçadora, que precisa ser eliminada por meio dos mecanismos de defesa.
A substância capaz de desencadear a alergia, que na maior parte dos casos é uma proteína, recebe o nome de alergênio ou alérgeno. Alimentos como leite de vaca, carne de porco, ovo, peixe, tomate, laranja, banana, soja, nozes, amendoim, trigo, chocolate, camarão e marisco são os mais comumente envolvidos em alergia alimentar.
Geralmente, os principais sintomas são inchaço, coceira, diarréia, dor abdominal, vômitos, tosse, rouquidão e chiado no peito. Entre os fatores de risco para a alergia alimentar, os mais comuns são a hereditariedade, sistema imune imaturo e flora intestinal não totalmente desenvolvida.
O uso demasiado de antibióticos também é considerado um desencadeador desse tipo de alergia, pois torna as pessoas menos expostas às infecções. Isso pode levar o organismo a perder a noção de relevância e atacar algo que não representa um real perigo, como a proteína de um alimento. O risco de alergia alimentar também pode estar relacionado à influência dos fatores ambientais, como qualidade da alimentação materna durante a gravidez, idade em que os alimentos sólidos e alimentos alergênicos foram introduzidos, exposição a poluentes, dentre outros.
Diagnosticar a alergia a um alimento não é tarefa fácil. Os médicos investigam o histórico do paciente e podem recorrer a testes cutâneos ou exames laboratoriais. Outras estratégias utilizadas são a dieta de restrição e o teste de provocação oral. A primeira consiste em retirar o alimento suspeito do cardápio durante seis semanas. A segunda, por sua vez, em reintroduzi-lo aos poucos, sob supervisão médica.
Por não haver um tratamento específico para a alergia alimentar, é recomendado ao paciente que elimine ou evite os alérgenos específicos. Em casos de ingestão acidental, recomenda-se procurar auxílio médico.
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